Adnet diz a F5 “Tenho liberdade na Globo”

Tony Goes – Quando estreia “O Dentista Mascarado”?

Marcelo Adnet – A estreia está prevista para abril, junto com a nova programação da Globo. Mas ainda não está definido o dia da semana e o horário exato. A gente começa a gravar no fim de fevereiro.

Então você corre o risco de concorrer com sua mulher? (Dani Calabresa assinou com a Band e vai entrar para o time do “CQC”)

Imagina, que loucura seria isso!

Muito do que você fazia na MTV era da sua própria lavra. E agora você vai fazer texto dos outros

Tudo na vida tem fases Foi muito doloroso me despedir da MTV. Fiquei cinco anos lá, mas era uma vida difícil para mim. Eu vivia na Ponte Aérea, ou viajando pelo Brasil. Um ritmo que não estava fazendo bem para minha saúde. Eu estava cansado, meio fora de forma, até meio desanimado. Achei que era uma hora boa de mudar. Estou com 31 anos. Dani e eu estamos pensando em ter um filho daqui a um par de anos. Preciso parar um pouquinho, ter um tempo livre para o ócio, ficar melhor de saúde.

Mas a Ponte Aérea não continua? A Dani ficou em São Paulo.

Não vamos trabalhar todos os dias da semana, então dá para fazer um “bem bolado”: ela vem para o Rio, eu vou para SP. A gente sempre lutou para ficar junto. Não vai ser diferente agora.

Porque você não saiu antes da MTV?

Até rolaram uns contatos anteriores com a Globo, de ambas as partes. Mas eu fiquei na MTV por causa dos projetos. Fiz o “Adnet Viaja”, que foi muito legal para mim – não sei se tanto para o público. Grandes aventuras, experimentos, liberdade total. Fiz “stand-up comedy” em espanhol, em papiamento (língua da ilha de Curaçao). E o programa até deu uma audiência boa para a MTV, mas a repercussão foi muito menor do que eu esperava.

Você não vai ter essa mesma liberdade na Globo.

Isto é muito relativo. É muito mais leve do que se imagina. Este projeto é uma série. Não dá para improvisar tudo. A gente tem que saber o que vai acontecer. Tem que ser fiel à narrativa. Um esquete não precisa ser fiel a nada. Ao mesmo tempo, eu tenho liberdade total de chegar no Alexandre Machado e na Fernanda Young (os autores) e fazer sugestões para o texto. A mesma coisa com o José Alvarenga (o diretor), que gostou das ideias que eu dei para a caracterização do personagem.

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