Supla fala sobre o final de ‘Papito in Love’

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“Para mim, não foi um grande esforço participar desse programa. É como um trabalho. Mulher não é um problema para mim, por isso, me colocaram”, avalia Supla. As candidatas passaram por competições dentro e fora da mansão, onde moraram durante as gravações, como disputas de polo, surfe e jogos. Para ele, o mais difícil para as participantes foi vê-lo cortejar as 14.

“Ela me viu beijar todas. E eu aproveitei bastante, estava bem saidinho. Você tem de beijar para conhecer. Depois da atração, vem a mente”, disse ao jornal O Estado de S.Paulo. Supla tem consciência de que nem todas estavam interessadas em seu coração. “Algumas estavam porque gostam e outras porque gostam de aparecer. São típicas participantes de reality. Liguei para cada uma para agradecer por expor.”

O cantor, de 47 anos e “sem tomar Viagra”, tem experiência em confinamento. Em 2001, esteve em Casa dos Artistas (SBT), primeiro reality da TV brasileira em que um grupo de pessoas permanecia numa casa cercada por câmeras. Entretanto, jura não ter tido lembranças ruins ao se mudar para a mansão do Papito in Love. “Lá (SBT), foi um passeio no parque.”

A cada episódio, o grupo de jurados, composto por um amigo, uma funcionária de sua casa e uma ex-namorada, dizia qual das mulheres ele poderia eliminar. Supla garante que a presença de um amor antigo não foi um obstáculo. “Tem de ter humor. Eu lutei para ter os três no programa, pois queriam gente conhecida”, confessa ele, que também é aconselhado pelo pai, o senador Eduardo Suplicy. “Ele sempre fala de forma respeitosa.”

Figura fácil no canal na época em que a MTV estava nas mãos do Grupo Abril, o cantor sente diferenças na nova fase da emissora. “Só de ter virado um canal pago é uma mudança. Acho que tem mais burocracia, não mais tanta liberdade. Mas posso estar falando alguma besteira”, minimiza. Apesar do público mais restrito da MTV hoje, Supla tem se surpreendido com a popularidade do reality. “Moro no centro e os caras vêm comentar. Desci no meu prédio e uma mulher que trabalha lá perguntou com quem eu ia ficar”, relembra. Filho da ministra da Cultura Marta Suplicy, ele não pretende se arriscar na política. “Já pensei, mas não quis. Porque sou artista, man.”

Estadão

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